Poesias

 

Apresentação

(*) Gisele Leite

 

Qual é o tesouro dos escritores? E dos poetas? O que há de tão precioso e mágico em seu trabalho? Em escrever, em narrar, olhar com olhos e exprimir com fonemas e símbolos todos os significados que há no mundo e os que não há também...

Se a imagem produzida por um poema for tão breve como um flash... e for tão eterna para ficar encravada em versos, talhada em palavras, rimas subversivas, tão cruelmente lapidadas pela vida e lançadas no espaço preciso do papel... É um mar de registros, versões, histórias, estórias, elucubrações e memórias...

O que pode um escritor fazer para socorrer a pobre realidade? Senão deixar em definitivo o que é tão-somente provisório... é por um facho de luz onde só existem trevas e silêncio.

Então o poeta decifra tudo de forma tão coerente e natural que não há nada inexpressível... não há nada que se perdoe em esquecer.

Ucho Haddad efetivamente sentiu, registrou e mostrou ao mundo o sentimento humano, todo o sofrer mundano um desvanecer por viver intensamente... sorvendo do cálice da vida o próprio sabor da saliva.

Vive ele sôfrego e saudoso atrás de vírgulas, num parágrafo, numa estrofe principiar uma maratona até atingir pleno a mais completa acepção da semântica filosófica a que se expõe e interroga.

É insolente por não se permitir ao silêncio promíscuo e, nem ao leitor que se intimide com a exuberância da vida. A coisa mais bonita é sua gratidão ao pai, a enorme figura humana deificada e edificada pelos anos em sua própria genética.

Ucho é redescobridor de exuberâncias, é um mestre de cerimônias que apresenta o mundo ao leitor e empresta a sua própria alma como veículo. É o pai da inteligência e mãe da criatividade.

Não importa que depois o esqueçam, ou mesmo lhe odeiem, não importa que jamais enriqueça com sua literatura.

Não importa no mágico momento da revelação, descobrir-se em Deus que cria e recria todas as coisas. E a nossa infinita iniquidade.

Constrói pontes sobre os abismos, reúne os paradoxos, brinca com os mais diversos oxímoros e ironiza com metáforas a realidade crua e mal passada.

E o engraçado que o rebelde e inssurecto Ucho revela-se um romântico incorrigível, daqueles que ainda crê na tangibilidade, na possibilidade do diálogo, na humanidade, na sinceridade das coisas banais e verdadeiras e na mais rara expressão de humildade.

Eu me comovi ao ler suas poesias em redescobrir em sua humanidade traços comuns e ao mesmo tempo tão invulgares.

Comovam-se também e ressuscitem a phênix e o Deus adormecido que há em cada um de nós, pobres mortais!

Se você pudesse com uma simples leitura devastar o mundo, e esgotar todas as possibilidades sensíveis, perceptíveis e sinceras de conhecer a essência humana.

Estaríamos num profundo meditar filosófico e dialético num silêncio repleto de signos e significados em devaneios capazes de sintetizar numa só nota vida, humanidade e voracidade.

Quem poderá transformar a desilusão em lirismo? Só o poeta pode. Comover o homem moderno tão rodeado das mais inteligentes tecnologias e lhe apresentar o modesto metabolismo do coração... Em amar, amar e desamar só para amar novamente...

E Você, Ucho Haddad conseguirá sobreviver e se imortalizar só pela intensidade eloquente que a poesia guarda da vida.

E a carruagem implacável do tempo passa, lá se vai a juventude, a maturidade, o que realmente insiste e persiste são as ideias, os ideais, os valores que jamais conhecem o fim, pois trocaram de roupagem e atravessam os séculos...

E o homem, pobre animal consciente de sua finitude, se arremessa fatalmente até a eternidade por sua capacidade de criar e expressar não só suas experiências, mas, sobretudo, a história.

A escrita intensa de Ucho, a pujança de sua indignação, se revela ainda mais na alma generosa do poeta, do filho dedicado e saudoso, no crédulo nos valores humanos e, sobretudo, na magnitude da dignidade de ser sensível.

(*) Gisele Leite é bacharel em Direito e Filosofia e professora na Universidade Veiga de Almeida, no Rio de Janeiro. (Esta apresentação faz parte do livro "Letras do Coração")

 

Clique sobre os títulos de algumas das minhas tantas poesias

 

A noite e as inquietudes do amor

 

Amor de contrapontos

 

Amor inusitado

 

Amor transitivo

 

Anacrônico sentimento

 

Crepúsculo

 

Desejos

 

Ela

 

Inesperado

 

Interior da paixão

 

Manoela, de "gotcha"a maracujá

 

Novamente pra sempre

 

Noturna paixão

 

Olhos

 

Paixão cereja

 

Para sempre querer

 

Ruído do silêncio

 

Saudade

 

Sonho

 

Vácuo de presença

Novo espaço, um pouco de mim

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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