Quem sou

 

O começo

Jornalista político e investigativo, comentarista e analista político, escritor, poeta, cronista esportivo e apaixonado pela fotografia.

Estreei no jornalismo na década de 70, tendo a fotografia como mestre de cerimônia. Naquela época não pensava em escrever profissionalmente, mas os cliques da boa e velha máquina fotográfica começaram a dividir espaço com o “cleque-cleque” da máquina de escrever que estava solitária no canto da redação.

A profissão me empurrou para o mundo das letras, mas jamais me divorciei das imagens.

 

Saindo para o mundo

Anos mais tarde, logo no início da década de 80, depois de algumas experiências profissionais no Brasil, desembarquei na Europa como correspondente internacional. Em determinado momento optei por uma carreira livre e independente, sem vínculos laborais. Precisava ter liberdade para, além de trabalhar, correr contra o tempo e aprender o máximo possível.

No Velho Mundo atuei em Milão, Roma, Paris, Düsseldorf e Frankfurt. Também em Jakarta, Buenos Aires, Santiago (Chile), Caracas e Isla Margarita (Venezuela), Miami e Fort Lauderdale.

 

O aprendizado nos EUA

Nos Estados Unidos, onde estive de fevereiro de 1998 a novembro de 2000, vivi uma experiência múltipla, que, mesmo mesclando obrigações e incertezas, proporcionou-me um dos mais importantes divisores de água da vida.

Lá dividi o tempo entre o jornalismo, o estudo por conta própria e um difícil e desafiador tratamento médico. Lutar pela vida foi a única opção. Sozinho e enfrentando um inimigo feroz em plagas estranhas, mantive durante todo o tempo a certeza de que tudo acabaria bem. Como de fato aconteceu!

Foi difícil, doloroso, impiedoso, às vezes fiquei por um fio, mas valeu à pena. Valeu muito, pois aprendi que ser resiliente é uma questão de querer, de estar pronto para superar a si próprio. É fazer do impossível a reza de todos os dias. Desistir não faz parte do meu dicionário, da minha crença. O que explica o fato de ser corintiano há quase cinco décadas.

Lutar pela vida foi a mais valiosa das lições, aula magna derradeira e inenarrável, que é e sempre será a base da minha existência, dos meus pensamentos, das minhas buscas, por que não, principalmente das minhas palestras.

 

O retorno à terra natal

De volta o Brasil em dezembro de 2000, coloquei em prática o conhecimento adquirido em universidades norte-americanas sobre a internet como meio de comunicação. Retornar para ficar não era a minha meta. Apenas algumas incursões rápidas para rever a família e matar as saudades.

O plano, traçado e definido, era juntar-me ao grupo do saudoso embaixador Sérgio Vieira de Mello, no Timor Leste. Mudei de ideia e decidi ficar. Fiquei pelo Brasil, fiquei pelos brasileiros.

Em 2001 surgiu o que hoje é o ucho.info, um dos mais lidos e respeitados sites de notícias que aborda distintos assuntos, mas prioriza os fatos políticos com independência, responsabilidade e análise crítica.

 

O olhar ao próximo

Enquanto o ucho.info ganhava corpo e espaço na rede mundial de computadores, desenvolvi um projeto humanitário voltado ao universo carcerário, que proporcionou um dos momentos mais emocionantes em meio século de vida. "Sonhos Gigantes, Mínimos Espaços - O resgate da dignidade feminina no cárcere através do uso da palavra".

Aprovado pela Secretaria de Administração Penitenciária do Estado de São Paulo (SAP), o projeto foi aplicado na Penitenciária Feminina do Tatuapé, já extinta. Fincado na Zona Leste da capital paulista, o presídio abrigava 650 detentas que se aglomeravam diariamente para discutir conjecturas que levassem à liberdade.

Durante dois anos, duas vezes por semana, convivi com uma realidade inusitada, com situações inimagináveis, erros compreensíveis, sonhos absurdos, desejos impossíveis, necessidades utopicamente normais, planos sem fim.

Recuperei pessoas, encaminhei algumas, consegui compreender as razões da reincidência, descobri os valores de coisas e situações absolutamente simples, mas que no mundo intramuros são verdadeiros tesouros. Decifrei a mediatriz do pensamento de um prisioneiro, desvendei o valor da liberdade.

 

O jornalista

Desde 1981 no jornalismo político e investigativo, produzi reportagens polêmicas e participei de momentos decisivos da história contemporânea do País.

Considerado como um dos mais contundentes, destemidos e lidos jornalistas da internet, conquistei elogios e reconhecimento de integrantes das mais diversas correntes ideológicas e de pensamento, dentro e fora do jornalismo.

Jornalismo opinativo no Brasil é um desafio constante, é tarefa para determinados que não temem retaliações, muitas das quais senti na pele.

Abaixo destaco alguns casos importantes que acompanhei e noticiei ao longo dos anos:

 

- Investigação do explosivo envolvimento do Vaticano com a Maçonaria e a máfia turca, que culminou com o assassinato do papa João Paulo I e com um atentado contra João Paulo II.

 

- Registro do acidente automobilístico que provocou a morte da princesa Grace Kelly, de Mônaco.

 

- O polêmico Dossiê Cayman, conjunto de documentos que sempre tratei como uma obra de ficção sobre um fato verdadeiro.

 

- Denúncia do esquema de remessa ilegal de dólares ao exterior montado pelo cartola Eurico Miranda, então presidente do Clube de Regatas Vasco da Gama.

 

- Denúncia das operações financeiras nada ortodoxas dos ex-procuradores de Ronaldo Nazário.

 

- Denúncia das atividades suspeitas e nada santas da Igreja Renascer em Cristo.

 

- Divulgação com absoluta exclusividade das gravações telefônicas do caso Celso Daniel.

 

- Os bastidores da Operação Anaconda, da Polícia Federal, que flagrou negociações ilícitas entre criminosos e membros do Judiciário.

 

- O envolvimento do Partido dos Trabalhadores com empresários de bingo. 

 

- Investigação do escândalo do Mensalão do PT, fornecendo às autoridades e aos membros da CPI dos Correios documentos e informações importantes que ajudaram na elucidação do caso, que ainda terá desdobramentos e muitos novos capítulos.

 

- Investigação das entranhas do escândalo financeiro que levou a PF a deflagrar a Operação Chacal, ponto de partida da Operação Satiagraha, que levou banqueiros e empresários à prisão.

 

O que fiz e faço pelo Brasil

 

A minha luta pelo Brasil e pelos brasileiros jamais parou. E continuará enquanto tiver forças para tal. É possível perceber essa luta diária nas notícias políticas, no jornalismo investigativo que desvenda o inusitado, nos artigos que analisam o país e o mundo, nas crônicas esportivas, nas imagens do cotidiano que registro, no destilar dos poemas.

Foi atuando como jornalista, sempre voltado aos interesses coletivos, que consegui, entre tantas coisas:

 

- Que os presos com sentenças condenatórias sem trânsito em julgado votassem pela primeira vez nas eleições de 2010.

 

- Que o IPVA seja devolvido, proporcionalmente, em caso de roubo do veículo.

 

- Que fosse extinto o IPI de importação sobre cadeira de rodas e aparelhos auditivos.

 

- Que cessasse a cobrança oficial da Taxa de Abertura de Crédito pelos bancos, operação ilegal que foi retomada de forma disfarçada, mas que de novo luto pelo seu fim.

 

- Atualmente dedico-me ao projeto que isenta os materiais esolares de IPI, PIS e Cofins.

 

Novo espaço, um pouco de mim

Muitos me perguntam se estou abandonando o jornalismo político. Não, isto não está nos meus planos. Pelo menos por enquanto. Esta é uma tarefa exclusiva do Criador.

Uma nova página significa mais trabalho, mas escrever é algo que se confunde com o ar que respiro. Existir é escrever e vice-versa. É permitir a renovação da alma, do pensamento e da lógica. É acreditar num amanhã diferente.

Lançar este novo espaço só foi possível porque é latente o momento de paz e plenitude em que me encontro. Pode parecer ousadia da minha parte, mas é assim que sinto a cada palavra que escrevo, a cada pensamento que surge.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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